A crise no Supremo Tribunal Federal pode afetar as eleições de 2026, afirmou nesta quinta-feira (17) o candidato a presidente Ronaldo Caiado (PSD), que cobrou a abertura de investigações antes da votação de outubro.

Em entrevista ao Jornal da Record, Caiado informou ter encaminhado pedido ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, para suspender o sigilo das apurações sobre o Banco Master e fraudes no INSS. O candidato defendeu que a população conheça eventuais conexões de concorrentes com os esquemas antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

O político defendeu ainda o prosseguimento da análise sobre suspeitas envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, cujo julgamento acabou interrompido na terça-feira (15). Para Caiado, a presidência da corte deveria ter rejeitado a questão de ordem e levado o relatório da Polícia Federal a voto.

No plano para a segurança pública, Caiado propôs autonomia decisória aos governadores e sugeriu criar uma pasta federal integrada a órgãos de controle como Coaf, Receita Federal e CVM, além da inteligência policial. A estrutura, chamada de Sentinela, atuaria no rastreamento de fraudes financeiras. Ele acrescentou que a implantação de câmeras corporais em agentes de segurança deve ser definida exclusivamente pelos estados.

Ao tratar de um contrato de R$ 141 milhões do governo de Goiás com uma organização ligada a investigados por associação ao PCC, Caiado declarou que os acordos ativos possuem respaldo legal. Ele afirmou que o Executivo estadual não contava com informações financeiras prévias para antecipar possíveis desvios.

O candidato também rejeitou o fim da jornada 6 por 1, classificando a proposta como medida de caráter populista. Na avaliação dele, o mercado exige modelos mais flexíveis de trabalho para acompanhar o perfil dos jovens e estimular a produtividade.