Para o Cirurgião Plástico Dr. Seung Hoon Lee, segurança, informação e participação ativa do paciente são tão importantes quanto a técnica empregada durante uma cirurgia

O Brasil consolida sua posição como o segundo país no ranking global de procedimentos estéticos, registrando aproximadamente 3,1 milhões de intervenções segundo dados da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS). Esse crescimento expressivo vem acompanhado por uma profunda mudança no comportamento dos pacientes, que passam a priorizar critérios de segurança, transparência informativa e acompanhamento contínuo em relação aos resultados estéticos. Diante dessa transformação, o cirurgião plástico Dr. Seung Hoon Lee (CRM-SP 174914 e RQE 59954) defende que o ato cirúrgico em si representa apenas uma etapa de um processo biológico mais amplo. A integração entre o planejamento prévio, a avaliação clínica criteriosa e a disciplina no pós-operatório estabelece a verdadeira base para a preservação da saúde e para o alcance de resultados harmônicos.

Os números internacionais revelam a magnitude desse mercado, no qual mais de 17,4 milhões de cirurgias estéticas foram conduzidas globalmente por especialistas credenciados. No entanto, a complexidade clínica destas intervenções exige atenção redobrada quanto aos medicamentos de uso contínuo e aos hábitos de vida. Em 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificou alertas e ações de fiscalização sobre os agonistas do receptor GLP-1, como a semaglutida e a tirzepatida, reforçando os riscos de alterações no esvaziamento gástrico e de pancreatite quando utilizados sem acompanhamento ou omitidos em procedimentos anestésicos. Paralelamente, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que interromper o tabagismo ao menos quatro semanas antes de qualquer cirurgia reduz drasticamente complicações cardiovasculares, pulmonares e falhas no processo de cicatrização.

A busca por procedimentos consolidados como lipoaspiração, cirurgias mamárias, abdominoplastia e rejuvenescimento facial exige do paciente uma postura colaborativa em todas as fases do tratamento. Pequenas omissões na consulta pré-operatória, como o consumo inadvertido de suplementos, hormônios ou medicamentos para emagrecimento, podem comprometer o planejamento anestésico e alterar a resposta inflamatória do organismo. À medida que a tecnologia médica avança, a precisão das técnicas operatórias precisa ser respaldada por escolhas conscientes no cotidiano do paciente. A transição para uma cirurgia plástica mais segura ocorre justamente quando a busca pela transformação visual é acompanhada por um rigoroso compromisso com a integridade física.

O cirurgião plástico; Dr. Seung Hoon Lee
Créditos: Divulgação

A negligência em relação aos cuidados prévios e a ocultação de hábitos nocivos figuram entre os principais fatores que aumentam os riscos em procedimentos cirúrgicos de qualquer porte. Ao avaliar a falsa percepção de que a operação se limita ao tempo de internação hospitalar, Dr. Seung Hoon Lee enfatiza que “existe uma tendência de enxergar a cirurgia plástica apenas pelo momento da operação. Mas existe uma história antes e outra depois. O que fazemos no centro cirúrgico é uma parte desse processo. A indicação, os exames, os medicamentos utilizados, os hábitos do paciente e a maneira como ele conduz o pós-operatório também têm peso importante e é crucial para que o resultado seja excelente”, advertindo também que “não existe medicamento irrelevante para uma cirurgia. O paciente precisa informar tudo aquilo que está usando, inclusive medicamentos para emagrecimento, hormônios, suplementos e outras substâncias. Uma informação que parece pequena pode ser importante para a equipe definir a melhor conduta e preservar a segurança.” Dessa forma, o diagnóstico preciso depende inteiramente da transparência do paciente durante a anamnese médica.

A superação desses gargalos operacionais exige a adoção de um protocolo preventivo que alinhe a tecnologia cirúrgica às características biológicas e anatômicas de cada indivíduo. Refletindo sobre a responsabilidade compartilhada no processo de cicatrização e na escolha do plano operatório, Dr. Seung Hoon Lee ressalta que “é preciso entender que o corpo participa da cirurgia. O médico pode planejar e executar o procedimento, mas existe uma resposta biológica que não pode ser ignorada. Se o paciente fuma, não segue as orientações ou omite informações importantes, ele está interferindo no próprio processo de recuperação”, complementando que “tecnologia e técnica precisam estar a serviço da indicação ". Não existe uma cirurgia igual à outra porque não existem pacientes iguais. A anatomia, o histórico e as condições de cada pessoa precisam orientar a escolha da estratégia cirúrgica”, como premissa de atuação. A personalização do tratamento garante que os recursos tecnológicos sirvam estritamente às necessidades fisiológicas do paciente.

Dr. Seung Hoon Lee Créditos: Divulgação

A evolução da medicina estética aponta para uma valorização crescente do acompanhamento pós-operatório como extensão indispensável do ato cirúrgico. Abordando a ansiedade frequente com a regeneração tecidual e o tempo necessário para a maturação estética das cicatrizes, Dr. Seung Hoon Lee pondera que “o paciente precisa ter paciência com o próprio corpo. O resultado que aparece nos primeiros dias não representa necessariamente o resultado definitivo. Existe um processo de recuperação, acomodação dos tecidos e amadurecimento das cicatrizes” para orientar a recuperação com sobriedade. A observância estrita dos retornos médicos, da nutrição adequada e do repouso recomendado consolida a estabilidade do resultado a longo prazo.

Com sólida formação pelo Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), residência em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica e título de especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) obtido em 2017, o médico consolida sua atuação em São Paulo com foco em procedimentos faciais, mamários e de contorno corporal. Sintetizando a ética profissional que deve reger a cirurgia plástica contemporânea, Dr. Seung Hoon Lee conclui que “meu compromisso é que o paciente tome uma decisão consciente. Não acredito em cirurgia baseada apenas em expectativa. Acredito em planejamento, informação e responsabilidade. O objetivo é buscar um resultado que faça sentido para aquela pessoa, respeitando os limites da medicina e do próprio organismo” ao chancelar a medicina fundamentada em ciência e segurança. A convergência entre técnica apurada, rigor científico e consciência do paciente estabelece o padrão ideal para o desenvolvimento da especialidade.