LUÍSA MARTINS E PATRÍCIA CAMPOS MELLO
BRASÍLIA, DF, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, voltou a censurar o canal de WhatsApp "Exército do Lula", administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
Em mais um capítulo da guerra de decisões em torno do tema, Kassio estabeleceu que o canal só poderá voltar a funcionar sob determinadas condições, como a comunicação de um endereço à Justiça Eleitoral.
O ministro do TSE também disse que Lula poderá ser eventualmente responsabilizado pela utilização irregular do canal.
O canal tem 4 milhões de seguidores e foi criado para promover a candidatura do presidente Lula (PT) e já tinha sido censurado no domingo por Kassio a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), sob a justificativa de disseminação de notícias falsas.
A ação afirmava que circulavam no canal conteúdos com fake news sobre Nossa Senhora, ligação de Flávio com milícias e lavagem de dinheiro na Kopenhagen, além de cortes no INSS.
No entanto, o jurídico de Flávio não anexou nenhum documento relativo a isso, sejam atas notariais ou registros digitais mostrando o conteúdo encontrado no canal.
A decisão do presidente do TSE foi revertida horas depois pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Cueva, até análise do plenário.
Na segunda (12), a área técnica do TSE informou não ter encontrado no canal os conteúdos apontados no processo, embora tenha ressalvado a possibilidade de que as mensagens tenham sido apagadas.