A ex-presidente chilena Michelle Bachelet anunciou no sábado (19) que retirou sua candidatura ao cargo de próxima secretária-geral das Nações Unidas, encerrando uma campanha que enfrentava dificuldades para ganhar apoio entre os membros do Conselho de Segurança.
Em vídeo publicado no Instagram, Bachelet, de 74 anos, afirmou: “Vou agora continuar, com a mesma determinação de sempre, meu trabalho internacional”. Duas vezes presidente do Chile e ex-chefe de direitos humanos da ONU, ela havia baseado sua campanha na defesa do multilateralismo e do direito internacional, em um momento em que, segundo disse, ambos estão sob pressão constante.
A desistência deixa sete candidatos na disputa para suceder António Guterres, que concluirá seu segundo mandato de cinco anos em 31 de dezembro de 2026. Ainda é possível que mais nomes entrem na corrida.
A decisão de Bachelet ocorreu um dia depois de uma terceira sondagem informal, realizada na sexta-feira, indicar que seu apoio havia praticamente desmoronado. O levantamento colocou Rebeca Grynspan, da Costa Rica, na liderança.
O Conselho de Segurança da ONU acabará por recomendar formalmente um único candidato à Assembleia Geral, composta por 193 membros, para a eleição. A aprovação da Assembleia é há muito vista como uma formalidade, uma vez que o Conselho chegue a um consenso.