Seis investigados presos no âmbito do caso Banco Master recorreram ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, para tentar destravar a reavaliação de suas prisões preventivas enquanto o tribunal não define a relatoria dos processos.

As petições mais recentes chegaram nesta segunda-feira (21), protocoladas pelas defesas de Felipe Cançado Vorcaro e do policial federal aposentado Sebastião Monteiro Júnior. Antes deles, Henrique Vorcaro, Fabiano Zettel, Daniel Vorcaro e o advogado Daniel Monteiro já haviam recorrido à Corte com pedidos semelhantes.

Felipe Vorcaro, apontado pela Polícia Federal como operador financeiro ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, não pediu a soltura direta ao presidente do tribunal. A defesa solicitou que o caso seja desmembrado da suspensão geral e devolvido ao ministro André Mendonça, sob a justificativa de que a apuração mira supostos repasses ao senador Ciro Nogueira e não cita integrantes do Supremo.

Sebastião Monteiro Júnior requereu a revogação da custódia com o argumento de que o prazo de 90 dias para reavaliação da preventiva expirou em 25 de agosto sem manifestação judicial. O pedido sustenta ainda a ausência de novos atos investigativos contra o agente aposentado em quase quatro meses.

A tramitação dos pedidos foi afetada depois que Fachin avocou autos das operações Compliance Zero e Sem Desconto, em 12 de setembro. O Plenário do Supremo iniciou a análise de uma questão de ordem sobre a redistribuição dos processos no dia 15 de setembro, mas o julgamento foi suspenso por pedido de vista do ministro Flávio Dino quando o placar estava em 4 a 3.