O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, ordenou a retirada, em 24 horas, de um vídeo criado com inteligência artificial divulgado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).
A representação foi movida pela Federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PCdoB e PV. A publicação associa Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a supostos desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Intitulada "Missão: localizar Lulinha", a animação coloca o parlamentar como piloto de caça em busca do alvo, descrito na gravação como foragido. O conteúdo também exibe representações alteradas de Lula e da primeira-dama, Janja da Silva.
Na decisão liminar, o ministro afirmou que o aviso sobre manipulação digital não afasta o veto ao uso de deepfake na propaganda eleitoral. A determinação impõe multa em caso de nova postagem, e a plataforma Instagram deve prestar informações sobre o cumprimento da ordem.
O despacho ainda precisa passar pelo plenário da Corte eleitoral. No início de setembro, o tribunal fixou diretrizes para restringir simulações realistas criadas por inteligência artificial durante as eleições de 2026.